Pele original

A pele que procuro não é essa na qual me escondo

A pele que quero é “deli”

É de vez… Fora de tempo

Por fora madura, verde por dentro

Amadurece seus dias em silêncio

Ao frio; aquece macia e atenta,

Se esquenta, não queima; a pele esfria

É minha pele, a pele minha

Minha pele de todo dia

A pele que procuro me procura

Não peso a pele; nem a pele me pesa

Estonteante a bela me envolve dela

Asséptica, cicatrizante, aquela que me esconde, cobre e me cura

A que procuro, irá comigo até o fim

Corajosa fiel e interessante

Sei que é rara a pele que quero

É raro, o que sei que a pele quer em mim

Outra, ainda que se vista que se encaixe; não sera pele; sera capa!

A capa, geográfica que é; aparece sem fígado sem pulmão, sem nervos, sem sangue, sem cérebro sem coração

Isso jamais sera um duo!

Sozinho, serei preso debaixo da capa:  Eu serei a caça!

Se descreve num belo e liso contorno

Biográfica, aparentemente a malévola me publica

No íntimo, a pele é crua

Por dentro, a tal pele é dura, em silêncio a fingida pele fere,

As garras dessa bruta fera fura

A boca, envenenada no vermelho químico batom

Imperfeita, esconde-se debaixo da grossa base

E seus olhos, sob a sombra escura me assombra na sua escuridão.

A pele que procuro não é essa!

Pele que sinto que não me sente

Pele morta, pele fria

Não protege; aprisiona

Não abraça, estrangula

Na que espero; não sufoco: respiro.

Vivo na pele que quero, não morro vivo

Minha chegada, meu êxito, meu último alvo

A pele que quero é a que por fim, a ponho salvo em mim

Nem essa, nem aquela

É outra …

Única

É última

Pele final

Pele pura

A pele original

 

 

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