Brasil; ninguém te viu

Deixado para trás

Você não estava lá

Ninguém percebeu a falta que você não fez

Nunca houve pra você um momento, nunca existiu

Nem à vista, nem à prazo

Incompleto, inacabado, prescindível, inconcluso

Pra te descobrir não houve acerto; na bússola houve um erro

Pra te fazer não houve calculo; houve conluio

Em você, não a o que ver

Com você; nunca nada se fez, se faz,  ou se há de fazer

É simples demais…

Fácil pra ninguém entender

Você é um risco, o aborto de um projeto

A sobra da sombra do esboço

Um alvoroço de ideias e ideais

Um sonho meio tosco

Um gigante, colosso, imensamente pequeno

Sem cabeça, só corpo

Os menores te embriagam, te vêm sambar, te driblam e te levam no bolso

Quando percebem que você pode perceber; te exportam

Te pintam de verde e amarelo e comrapaz anto copa

Agora ligue a TV!

Você vai ver, como você não vai ver

Alta do preço do diesel e da gasolina

Aflição do desemprego

O desespero das mães chorando seus filhos nas esquinas

O alto custo da saúde, da comida, do estudo

O arrastão da Radial no escuro

O preço do peso de tudo

Eu prometo:

Você vai aprender

Olhe pra bola , jogue meu jogo que te faço esquecer

Não leve a mal

Ninguém quer te comprar

Aqui todo mundo quer te vender

Ninguém te viu, ninguém te vê

Só você não percebeu

O seu Branco é de bandeira de paz

Imenso como céu Azul

O Verde do seu jardim guarda riquezas medicinais

E o seu ouro…

Ah!!! O seu ouro rapaz…

Não se distrai tanto moço

Você é Amarelo demais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.