Priscila Porfírio

Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental na área clínica. Experiência também na área organizacional com pós-graduação em Gestão de Pessoas. Apaixonada pelo ser humano e suas especificidades, esclarece as principais dúvidas sobre transtornos, síndromes e distúrbios psicológicos, além de fazer uma conexão com o dia a dia da população sobre seus problemas emocionais, pensamentos e comportamentos. CRP 06/111755.

Como me reconectar comigo mesmo?!

Já sentiu aquele vazio? Aquela sensação de chegar a uma casa vazia, sem vida, sem móveis, sem calor? Nós somos nosso lar, nossa casa. E muitas vezes quando voltamos para dentro de nós não tem nada lá para nos recepcionar.

Existem muitas dicas! É um assunto infinito e ele engloba todos os outros, quando nos reconectamos e nos centramos podemos tomar decisões de qualidades, e resolver com clareza todo o resto como: acessar mais a nossa intuição, lidar com as pessoas negativas ao nosso redor, manter nosso centro quando nos apaixonamos etc.

 

mEntão segue 5 dicas que irão te ajudar

1° Perdoe-se e comece a se amar;

2° Reconecte-se com a sua respiração;

3°  Pratique a gratidão por coisas inesperadas;

4° Saia do plano mental: dance, cante desenhe, caminhe;

5° Não se esforce. Permita-se

 

Agora, responda essas 3 perguntas para você mesmo e tente se reconectar de uma vez por todas:

  • Qual são as coisas que te fazem se sentir mais desconectado de você? Se observe e perceba.
  • O que eu você pode/vai mudar na sua rotina para me sentir mais conectado?
  • Você já tem algum ritual para se reconectar?

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Quando eu preciso procurar um psicólogo?

Existem 6 sinais importantes que podem ser fundamentais para a procura de um psicólogo!!!


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Considere o seguinte: qualquer sinal de palpitação ou desconforto no peito vai te mandar correndo para o consultório do cardiologista. Você não liga para o médico quando tem um resfriado, mas também não deixa de tomar remédios. O mesmo vale para dor nas costas – você espera um ou dois dias e, se ela não passar, procura ajuda.

Primeiro Sinal: oscilações constantes das emoções, ou seja, raiva em excesso e/ou longos períodos de tristeza. O importante é observar quando a mudança de humor é desproporcional. Por exemplo: “Ficar atolado em emoções e ter dificuldade para sair desse estado”; “Se você se irrita ou se frustra com facilidade e seus níveis de tolerância estão muito baixos”; “Você tem dificuldade de processar corretamente o que as pessoas dizem, sem encontrar explicações razoáveis.”, pode ser um alerta.

Segundo Sinal: você sente uma dor inexplicável. A dor é uma mensageira — seu corpo enviando alguns sinais físicos na tentativa de avisá-lo de que há um desarranjo ou desequilíbrio emocional. O sinal de alerta virá “na forma de sintomas físicos ou somáticos inexplicáveis, tais como dores no corpo, dor de cabeça, insônia, dificuldade para se concentrar, falta de ar, sudorese, sintomas gastrointestinais e assim por diante”.

Terceiro Sinal: Seu mundo parece desmoronar (durante um período prolongado). Quando os relacionamentos com pessoas importantes (amigos, pais, parceiros) ficam confusos e você tende a odiar as pessoas, há um problema. Se você sentir que está perdendo contato com o mundo funcional — relações interpessoais, socialização etc. –, provavelmente é hora de parar e reavaliar sua vida.

Quarto Sinal: problemas para dormir e falta de apetite. Ambos são sintomas muitas vezes ignorados. Dito isto, não se assuste à toa: não conseguir dormir de vez em quando, ou ter insônia depois de um dia agitado, é normal.

Quinto Sinal: O esquecimento ou falta de atenção e concentração e até mesmo a dificuldade na tomada de decisões pode ser um alerta que o seu corpo está te dando. Muita gente fica presa em um círculo: tenta se concentrar em algo, mas simplesmente não é capaz — uma parte da pessoa quer, mas outra não quer. Se vivido com muita frequência, esse conflito interno merece investigação.

Sexto Sinal: desejo de se prejudicar ou se ferir. Este é um sinal de alarme que não deve ser ignorado. Você deve agir imediatamente, procurando ajuda. Se às vezes você sentir o desejo de se ferir fisicamente, com certeza é motivo de preocupação.

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A importância da auto-observação no dia a dia

De acordo com a Psicologia do Brasil, a auto-observação é a capacidade de nos percebermos e respeitarmos o nosso estado emocional, pode parecer simples, mas é um exercício que exige certa coragem e uma disponibilidade interior para aproximar-se de si mesmo. É uma prática que traz muitos ganhos, pois a partir de uma boa observação podemos fazer escolhas mais acertadas para a nossa vida e para as relações que temos, ganhando em bem-estar e autonomia. A auto-observação é como um exercício, quando colocamos energia e damos continuidade, ela se torna um hábito, e se apresenta como um recurso diário que nos auxilia perante as adversidades da vida.

Como é isso no dia a dia?

Quanto mais agitada a nossa vida, mais a tendência a prestarmos muita atenção para o que é externo. É preciso trabalhar, cuidar de si, cuidar dos filhos, e tantas outras coisas. E o interno? Muitas vezes deixamos para depois e quando, constantemente, passamos por cima de nós mesmos, sem nos percebermos, a irritação e a insatisfação se instalam. Tendemos a nos irritar com as coisas, situações e pessoas em demasia. Quando projetamos toda a nossa irritação externamente é hora de parar e retomar a situação, buscando encontrar o que é realmente nosso e o que é do outro. Uma das formas de amenizar essa irritação é praticando diariamente a auto-observação. Só de reconhecermos como estamos emocionalmente já há um certo alívio, é o respeito a si mesmo, uma espécie de auto gentileza por aquilo que somos.

Como exercitar?

Uma das sugestões é que logo pela manhã você se pergunte: Como estou hoje? Escreva e coloque em algum lugar visível, não tenha receio da resposta, medite a respeito por alguns minutos. Depois encontre formas de ser generoso consigo mesmo. Por exemplo, se a resposta foi “hoje estou desanimado porque tenho uma reunião difícil no trabalho”, que tal se poupar um pouco? A ideia é não se colocar em situações que vão exigir de você mais do que pode doar. Ao contrário, se está animado, feliz, pode programar atitudes que vão exigir mais de você, pois terá energia para isso.

Ao longo do dia esteja atento as suas reações, ficou com raiva no trânsito? Procure algo que te traga mais tranquilidade antes de começar o trabalho. Está com medo? Ligue para alguém ou leia algo que tenha a capacidade de te motivar e encorajar. Além da auto-observação, é importante respeitar o que estamos sentindo para escolhermos situações que nos auxiliem, e não ao contrário. Quando nos priorizamos e nos sintonizamos com aquilo que somos, trazemos uma parte importante de nós para o mundo, entendendo que faz parte da vida as variações de humor e emoções e que é possível lidar com elas de uma forma inteligente e saudável. Agradar aos outros é bom, mas fazemos isso legitimamente quando primeiro estamos bem conosco. A auto observação é uma grande demonstração de amizade e de reconciliação consigo mesmo.

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Agressividade infantil

Hoje em dia, muitas crianças começam a apresentar um comportamento agressivo, hora começam a bater nos colegas de escola ou hora a xingar e bater nos pais. E por que esses comportamentos aparecem?

 

De acordo com Rita Romaro, existem algumas causas ou explicações para tal agressividade. Claro, que não são causas naturais, pois alguns fatores externos estão envolvidos nesse processo, como: o fato de a criança observar ou conviver com a violência, a culpa ou o orgulho que ela é estimulada a sentir após praticar a violência e os níveis de frustração e raiva que ela sente. “Os pais, mesmo que não agridam os filhos, podem estimular a violência quando brigam demais entre si. Os filhos amam os pais e, portanto, se espelham neles. Pais agressivos correm o risco de serem imitados pelos filhos”, explica a especialista.

Pais que usam a punição física para inibir comportamentos agressivos dos filhos também estão servindo como modelos agressivos, pois demonstram à criança que a violência tem poder e utilidade quando utilizam “tapinhas” na educação. Por outro lado, a permissividade perante a agressão (permitir à criança a expressão aberta e livre da agressão) tem o mesmo efeito de uma recompensa.

Apesar de não estarem com a personalidade totalmente formada ainda, as crianças são capazes de entender os limites que lhes são colocados. Os pais devem agir com um misto de firmeza e carinho. “Um bom exemplo para os pais utilizarem no dia a dia é reprovar com seriedade no mesmo instante em que houver a agressão, dizendo que aquilo não é certo”, afirma Rita.

Privar a criança de algo que ela goste muito também pode funcionar. Ele irá compreender que suas ações negativas provocam reações igualmente negativas. Em casos menos graves, uma boa saída é ignorar a agressão e recompensar os bons comportamentos através de atenção e elogios. De acordo com a especialista, uma das medidas mais eficientes é dizer para a criança que você compreende a raiva que ela está sentindo e que a raiva não é necessariamente algo feio, mas sim que deve ser dito com calma.

Psicoterapia Infantil

Quando é considerado abuso sexual? Quais os comportamentos que o meu filho (a) pode apresentar quando sofre abuso sexual?

 

É considerado abuso sexual quanto existe contato sexual entre uma criança ou adolescente e um adulto ou pessoa significativamente mais velha e poderosa. As crianças, pelo seu estágio de desenvolvimento, não são capazes de entender o contato sexual ou resistir a ele, e podem ser psicológica ou socialmente dependentes do ofensor. O abuso acontece quando o adulto utiliza o corpo de uma criança ou adolescente para sua satisfação sexual, tendo ou não a penetração.

Normalmente, este abuso fica cercado de um complô de silêncio, pois este é um ato que envolve medo, vergonha, culpa e desafia tabus culturais. Os comportamentos mais frequentemente observados em crianças que foram ou são abusadas sexualmente são: crianças extremamente submissas; extremamente agressivas e antissociais; pseudo-maduras; brincadeiras sexuais persistentes; dificuldade de concentração na escola com queda repentina no desempenho escolar; falta de confiança nas pessoas; medo de adultos do sexo oposto ao seu; alterações do sono (como em geral os abusos são feitos na cama, se estabelece o medo de dormir e sofrer o ataque); depressão clínica; comportamentos de automutilação; imensos sentimentos de culpa em relação a tudo, etc.

Já as consequências de curto e longo prazo são inúmeras. Por isso o papel da família é essencial na recuperação física e emocional da criança que sofreu abuso sexual. A atenção que deverá proporcionar a esta criança não deve somente centrar-se no cuidado das suas lesões físicas, mas deve ser acompanhada por outros profissionais para dar-lhe também acompanhamento psicológico. Segue abaixo algumas das consequências que podem ser causadas. Lembrando que isso vai variar de criança para criança, por isso a importância do olhar atendo dos familiares e responsáveis.

No Brasil  o “Disque 100”, criado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, é um serviço de recebimento, encaminhamento e monitoramento de denúncias de violência contra crianças e adolescentes. Os dados mostram que, de março de 2003 a março de 2011, o Disque recebeu 52 mil denúncias de violência sexual contra este público, sendo que 80% das vítimas são do sexo feminino. O Disque 100 funciona diariamente das 08h00 às 22h00, inclusive aos finais de semana e feriados. As denúncias são anônimas e podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem direta e gratuita para o número 100 ou pelo endereço eletrônico: disquedenuncia@sedh.gov.br.

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