Editorial

Diferentemente de outros anos, população tem comparecido em peso para vacinação contra gripe

A primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza terminou na última quarta-feira, dia 15 de abril, para idosos (de 60 anos ou mais) e trabalhadores de saúde. Neste período, foram vacinados cerca de 19,9 milhões de idosos, ultrapassando a meta, e 4 milhões de trabalhadores da saúde. Diferentemente de anos anteriores, a população tem comparecido em peso para a imunização em 2020.

A segunda etapa iniciou na quinta-feira, dia 16 de abril, e tem como público-alvo: membros das forças de segurança e salvamento; pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais; caminhoneiros, profissionais de transporte coletivo (motoristas e cobradores) e portuários; povos indígenas; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade; e funcionários do sistema prisional.

A terceira fase de vacinação, com início em 9 de maio, abrangerá pessoas com deficiência (PCD); professores; crianças de seis meses a menores de seis anos; gestantes; mães no pós-parto até 45 dias; e pessoas de 55 anos a 59 anos de idade.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe teve início em 23 de março, por determinação do Ministério da Saúde, e seguirá até 22 de maio, com o Dia D em 9 (sábado) do mesmo mês. A vacina está sendo aplicada por etapas e grupos prioritários em todo o Brasil. A meta é vacinar, pelo menos, 90% de cada um desses grupos.

O Ministério da Saúde envia novas remessas de lotes da vacina aos estados toda semana, conforme entrega do Instituto Butantan, que antecipou em um mês sua produção, para que o país iniciasse antes a vacinação dos brasileiros contra a gripe.

Segundo o Ministério da Saúde, neste ano o início da campanha contra influenza mudou, de abril para março, para proteger de forma antecipada os grupos prioritários contra os vírus mais comuns da gripe. Devido à circulação do novo coronavírus (Covid-19) no país, os estados e municípios têm buscado estratégias para diminuir concentração de pessoas, principalmente nos serviços de saúde.

É importante destacar que essa vacina não protege contra o corona, porém, nesse momento, vai auxiliar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico da gripe, já que os sintomas são parecidos, o que ajuda na exclusão de diagnósticos e também a reduzir a procura por serviços de saúde.

Coronavoucher: início do pagamento, beneficiados e regras

O pagamento do auxílio emergencial de R$ 600,00 do governo federal a trabalhadores de baixa renda sem carteira assinada, prejudicados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), teve início nesta quinta-feira, dia 9 de abril, por meio da Caixa Econômica Federal. Para quem tem Bolsa Família, o recebimento seguirá o calendário do programa. A Lei nº 13.982/2020, que prevê o benefício, foi sancionada em 2 de abril.

Também conhecido como “coronavoucher”, o auxílio emergencial é destinado a pessoas maiores de idade que não têm carteira assinada, autônomos, microempreendedores individuais (MEI) ou contribuintes individuais da Previdência.

É necessário ainda ter renda familiar mensal inferior a meio salário mínimo (R$ 522,50) per capita ou três salários mínimos (3.135,00) no total; não ter Benefício de Prestação Continuada (BPC), aposentadoria ou pensão nem seguro-desemprego. Também fica sem o auxílio quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018 (conforme declaração do Imposto de Renda entregue no ano passado).

Beneficiários do Bolsa Família também podem receber o auxílio emergencial, desde que seja mais vantajoso, pois o programa ficará suspenso até o recebimento do valor total do novo benefício, voltando ao valor normal depois desse período.

A concessão do auxílio é limitada a dois membros de cada família por até três meses. Assim, cada grupo familiar pode receber no máximo R$ 1.200,00 mensais. Caso uma mulher seja a única responsável pelas despesas da casa, o valor pago por mês será de R$1.200,00. A expectativa é que a medida beneficie aproximadamente 54 milhões de brasileiros.

Quem já tem o Cadastro Único (CadÚnico) ou Bolsa Família receberá o benefício automaticamente, sem precisar se cadastrar, desde que atenda às regras do auxílio. As pessoas que não estavam no Cadastro Único até o dia 20 de março e têm direito ao auxílio emergencial devem se cadastrar – no site www.auxilio.caixa.gov.br ou pelo aplicativo Caixa|Auxílio Emergencial. Depois de fazer o cadastro, basta acompanhar se vai receber o auxílio emergencial, consultando no próprio site ou app.

No momento, é possível realizar pagamentos e transferências com o dinheiro do auxílio. No entanto, o calendário para saque ainda não foi divulgado pela Caixa. O que significa que não há necessidade de ir pessoalmente ao banco.

Dois milhões de brasileiros são autistas

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo foi comemorado na quinta-feira, dia 2 de abril. O autismo é um distúrbio neurológico que compromete a interação social, comunicação verbal e não verbal e o comportamento restrito e repetitivo.

Segundo a ONG Autismo e Realidade, a partir do Manual de Saúde Mental – DSM-5 (guia de classificação diagnóstica), o autismo e todos os distúrbios, incluindo o transtorno autista, transtorno desintegrativo da infância, transtorno generalizado do desenvolvimento não-especificado (PDD-NOS) e síndrome de Asperger (forma mais branda de autismo), fundiram-se em um único diagnóstico intitulado Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“O TEA é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento. Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. Embora todas as pessoas com TEA partilhem essas dificuldades, o seu estado irá afetá-las com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias para todos; ou podem ser mais sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento”.

De acordo com a ONG, o transtorno do espectro autista pode ser associado com deficiência intelectual, dificuldades de coordenação motora e de atenção. Às vezes, quem tem autismo possui problemas de saúde física, como, por exemplo, de sono e distúrbios gastrointestinais, e também pode apresentar síndrome de déficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia. Os jovens podem desenvolver ansiedade e depressão. O transtorno geralmente causa alguma forma de sensibilidade sensorial em um ou alguns dos cinco sentidos (visão, audição, olfato, tato e paladar).

O autismo é permanente. No entanto, cada pessoa com esta condição é única e todas podem aprender. Não existe cura para o transtorno, mas um programa de tratamento apropriado para cada pessoa pode melhorar a sua perspectiva. Já as causas da síndrome são desconhecidas, porém acredita-se que haja uma combinação de fatores que levem ao autismo, pois a genética e agentes externos contribuem para o desenvolvimento do transtorno.

Não existe uma estatística oficial no Brasil, mas estima-se que dois milhões de brasileiros sejam autistas. No entanto, em julho de 2019, foi sancionada a Lei 13.861/2019, que obriga a inclusão de informações específicas sobre pessoas com autismo no país nos censos demográficos, realizados a partir do ano passado, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Coronavírus passa a ser considerado pandemia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2), na última quarta-feira, dia 11 de março. O órgão ressaltou que o número de infectados, de mortes e de países atingidos deve crescer ainda mais nos próximos dias.

No Brasil, já são pelo menos 143 casos confirmados, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde e Hospital Albert Einstein, na sexta-feira, dia 13 de março. Novos médicos vão chegar para reforçar o atendimento aos brasileiros, pois foram abertas 5.811 vagas para os profissionais atuarem nos postos de saúde do país, por meio do programa Mais Médicos.

A Covid-19 ainda não possui vacina ou tratamento específico. Para entender mais sobre a doença e ajudar a combater fake news, além de se proteger do vírus, acompanhe as informações da Unimed Sul Mineira sobre a doença.

O que é o coronavírus?

Segundo a OMS, coronavírus é uma família de vírus que pode causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, esses vírus provocam infecções respiratórias que podem ser desde um resfriado comum até doenças mais severas como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars). O novo coronavírus causa a doença infecciosa chamada Covid-19. O vírus e a doença eram desconhecidos antes do surto iniciado em Wuhan, na China, em dezembro de 2019.

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais comuns são febre, cansaço e tosse seca. Houve alguns relatos de sintomas gastrointestinais (náusea, vômito e diarreia) antes da ocorrência de sintomas respiratórios, mas esse é principalmente um vírus respiratório. Alguns pacientes podem também apresentar dores, congestão nasal, coriza e dor de garganta. Os sintomas geralmente são leves e começam gradualmente.

A maioria das pessoas que fica doente se recupera. O tempo de recuperação varia e, para pessoas que não estão gravemente doentes, pode ser semelhante ao período de duração de uma gripe comum. Pessoas que desenvolvem pneumonia podem levar mais tempo para se recuperar (dias a semanas).

Como a doença é transmitida?

O coronavírus pode ser transmitido de uma pessoa para outra. A transmissão ocorre através de gotículas de saliva ou muco, expelidos pela boca ou narinas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. A transmissão também pode acontecer através de partículas virais transferidas ao apertar as mãos ou compartilhar um objeto, como, por exemplo, beber no mesmo copo que um portador do vírus.

Como prevenir?

  • Evitar contato próximo com pessoas doentes ou com sintomas;
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um antisséptico para as mãos à base de álcool em gel;
  • Usar lenços descartáveis para higiene nasal e descartá-los logo após a utilização;
  • Cobrir nariz e boca sempre que for espirrar ou tossir de preferência com um lenço de papel;
  • Na falta de lenço de papel, preferir usar o braço para cobrir nariz e boca;
  • Evitar tocar em olhos, nariz e boca;
  • Manter ambientes muito bem ventilados;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, garrafas e talheres;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies que sejam tocados com frequência;
  • Evitar contato com animais selvagens ou doentes;
  • Evitar cumprimentar pessoas com apertos de mão.

We Can Do It! Nós Podemos Fazer Isso!

O Dia Internacional da Mulher, lembrado em 8 de março, domingo, foi estabelecido em 1910, durante uma conferência na Dinamarca. Mas, apenas em 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU). O dia homenageia as operárias que morreram em uma fábrica de tecidos, em Nova Iorque, em 8 de março de 1857, após uma greve.

Na época, as mulheres ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como redução na carga diária para 10 horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de serviço) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Anualmente, no dia 8 de março, a data não é apenas comemorada, mas também utilizada para a realização de conferências, debates e reuniões, com o principal objetivo de discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para conscientizar a respeito do preconceito e a desvalorização da mulher, pois, mesmo com todos os avanços, as mulheres ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional.

A mulher tem constantemente buscado espaço na sociedade e conquistado grandes avanços nos seus direitos. O sexo frágil mostrou um outro lado de sua personalidade. O lado da mulher empreendedora, executiva, líder. No entanto, ainda há muito a ser feito. Segundo o Fórum Econômico Mundial (WEF – sigla em inglês), o Brasil aparece na 92ª posição, entre 153 países, no ranking global de 2019 da igualdade de gêneros. O país subiu três posições – em 2018, estava em 95º lugar.

We Can Do It!

O cartaz “We Can Do It!” (em português: “Nós Podemos Fazer Isso!”) ficou mundialmente famoso ao representar a mulher trabalhadora e operária dos EUA na época da Segunda Guerra Mundial. Foi uma maneira de atrair as mulheres americanas ao trabalho enquanto os homens estavam em combate.

Aproximadamente seis milhões de mulheres atenderam ao chamado e entraram no mercado de trabalho durante os anos de guerra. A gravura se espalhou, cresceu e “Rosie the Riveter” (em português: “Rosie, a Rebitadeira”) se tornou um ícone de igualdade do sexo feminino.

Entretanto, o feitiço virou contra o feiticeiro no final da guerra quando, na tentativa de fazer com que as mulheres voltassem para suas ocupações domésticas, elas se manifestaram e lutaram pela causa.

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