Carolina Lemes

Jornalista por formação (FAAT-2010), atuou em jornalismo radiofônico até 2013, quando passou a fazer parte da equipe da Gazeta da Cidade.

Coronavírus passa a ser considerado pandemia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2), na última quarta-feira, dia 11 de março. O órgão ressaltou que o número de infectados, de mortes e de países atingidos deve crescer ainda mais nos próximos dias.

No Brasil, já são pelo menos 143 casos confirmados, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde e Hospital Albert Einstein, na sexta-feira, dia 13 de março. Novos médicos vão chegar para reforçar o atendimento aos brasileiros, pois foram abertas 5.811 vagas para os profissionais atuarem nos postos de saúde do país, por meio do programa Mais Médicos.

A Covid-19 ainda não possui vacina ou tratamento específico. Para entender mais sobre a doença e ajudar a combater fake news, além de se proteger do vírus, acompanhe as informações da Unimed Sul Mineira sobre a doença.

O que é o coronavírus?

Segundo a OMS, coronavírus é uma família de vírus que pode causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, esses vírus provocam infecções respiratórias que podem ser desde um resfriado comum até doenças mais severas como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars). O novo coronavírus causa a doença infecciosa chamada Covid-19. O vírus e a doença eram desconhecidos antes do surto iniciado em Wuhan, na China, em dezembro de 2019.

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais comuns são febre, cansaço e tosse seca. Houve alguns relatos de sintomas gastrointestinais (náusea, vômito e diarreia) antes da ocorrência de sintomas respiratórios, mas esse é principalmente um vírus respiratório. Alguns pacientes podem também apresentar dores, congestão nasal, coriza e dor de garganta. Os sintomas geralmente são leves e começam gradualmente.

A maioria das pessoas que fica doente se recupera. O tempo de recuperação varia e, para pessoas que não estão gravemente doentes, pode ser semelhante ao período de duração de uma gripe comum. Pessoas que desenvolvem pneumonia podem levar mais tempo para se recuperar (dias a semanas).

Como a doença é transmitida?

O coronavírus pode ser transmitido de uma pessoa para outra. A transmissão ocorre através de gotículas de saliva ou muco, expelidos pela boca ou narinas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. A transmissão também pode acontecer através de partículas virais transferidas ao apertar as mãos ou compartilhar um objeto, como, por exemplo, beber no mesmo copo que um portador do vírus.

Como prevenir?

  • Evitar contato próximo com pessoas doentes ou com sintomas;
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um antisséptico para as mãos à base de álcool em gel;
  • Usar lenços descartáveis para higiene nasal e descartá-los logo após a utilização;
  • Cobrir nariz e boca sempre que for espirrar ou tossir de preferência com um lenço de papel;
  • Na falta de lenço de papel, preferir usar o braço para cobrir nariz e boca;
  • Evitar tocar em olhos, nariz e boca;
  • Manter ambientes muito bem ventilados;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, garrafas e talheres;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies que sejam tocados com frequência;
  • Evitar contato com animais selvagens ou doentes;
  • Evitar cumprimentar pessoas com apertos de mão.

We Can Do It! Nós Podemos Fazer Isso!

O Dia Internacional da Mulher, lembrado em 8 de março, domingo, foi estabelecido em 1910, durante uma conferência na Dinamarca. Mas, apenas em 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU). O dia homenageia as operárias que morreram em uma fábrica de tecidos, em Nova Iorque, em 8 de março de 1857, após uma greve.

Na época, as mulheres ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como redução na carga diária para 10 horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de serviço) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Anualmente, no dia 8 de março, a data não é apenas comemorada, mas também utilizada para a realização de conferências, debates e reuniões, com o principal objetivo de discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para conscientizar a respeito do preconceito e a desvalorização da mulher, pois, mesmo com todos os avanços, as mulheres ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional.

A mulher tem constantemente buscado espaço na sociedade e conquistado grandes avanços nos seus direitos. O sexo frágil mostrou um outro lado de sua personalidade. O lado da mulher empreendedora, executiva, líder. No entanto, ainda há muito a ser feito. Segundo o Fórum Econômico Mundial (WEF – sigla em inglês), o Brasil aparece na 92ª posição, entre 153 países, no ranking global de 2019 da igualdade de gêneros. O país subiu três posições – em 2018, estava em 95º lugar.

We Can Do It!

O cartaz “We Can Do It!” (em português: “Nós Podemos Fazer Isso!”) ficou mundialmente famoso ao representar a mulher trabalhadora e operária dos EUA na época da Segunda Guerra Mundial. Foi uma maneira de atrair as mulheres americanas ao trabalho enquanto os homens estavam em combate.

Aproximadamente seis milhões de mulheres atenderam ao chamado e entraram no mercado de trabalho durante os anos de guerra. A gravura se espalhou, cresceu e “Rosie the Riveter” (em português: “Rosie, a Rebitadeira”) se tornou um ícone de igualdade do sexo feminino.

Entretanto, o feitiço virou contra o feiticeiro no final da guerra quando, na tentativa de fazer com que as mulheres voltassem para suas ocupações domésticas, elas se manifestaram e lutaram pela causa.

Dia das Doenças Raras (29/02) colore país com as cores verde, rosa, lilás e azul

Há 12 anos, a data 29 de fevereiro era escolhida para marcar o Dia Mundial das Doenças Raras, justamente por ser um dia raro, que só aparece em anos bissextos, aqueles que têm 366 dias e não 365, como é o caso de 2020. Nos anos não bissextos, a data é lembrada um dia antes, em 28 de fevereiro. Prédios públicos e monumentos recebem iluminação especial nas cores verde, rosa, lilás e azul, inclusive no Brasil.

Ultimamente, muito tem se falado sobre as doenças raras. Uma em especial tem chamado a atenção: a atrofia muscular espinhal (AME). Mas o que é e quais são os sinais que indicam a manifestação dessa doença?

A AME é uma das mais de oito mil doenças raras conhecidas no mundo e afeta aproximadamente de sete a dez bebês para cada 100 mil nascidos vivos. No Brasil, não há um levantamento que indique o número exato de pessoas afetadas pela doença.

A AME pode começar a se manifestar em diferentes fases da vida e, quanto mais cedo aparecerem os primeiros sintomas, maior é a gravidade da doença. Apesar de ser uma única doença, a AME é dividida clinicamente em tipos, com base no início dos sinais e sintomas e nos marcos motores atingidos pelos pacientes. Todos os sinais e sintomas têm como base a fraqueza, atrofia (diminuição de tamanho) e hipotonia (flacidez) musculares.

Pacientes com AME Tipo 0 apresentam os sintomas já no nascimento ou na primeira semana de vida, e geralmente têm sobrevida de semanas ou meses. Pacientes com AME Tipo 1 desenvolvem a doença até os seis meses de idade, e geralmente não são capazes de sentar ou de sustentar a cabeça. Essas crianças apresentam dificuldades respiratórias graves, e dependem de cuidados intensos diários. Pacientes com AME Tipo 2 apresentam os primeiros sintomas entre sete e dezoito meses de vida, e geralmente são capazes de sentar, mas não de andar.

As principais complicações observadas nessas crianças são de ordem motora e ortopédica, como deformidades graves na coluna. Pacientes com AME Tipo 3 têm início da doença na infância, após dezoito meses de vida. Essas crianças apresentam menor acometimento e são capazes de andar, porém podem perder essa habilidade com a evolução da doença. Pacientes com AME Tipo 4 desenvolvem a doença quando adultos, e geralmente apresentam fraqueza de membros inferiores que pouco interfere com suas atividades.

A deglutição também pode ser afetada devido à doença. Contudo, a AME não afeta a cognição, ou seja, a atividade intelectual é totalmente preservada. O diagnóstico só é feito de forma conclusiva através de um teste genético específico.

A AME é uma doença neuromuscular genética rara, com padrão de herança autossômico recessivo. Segundo a Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI), a pessoa com AME apresenta dificuldade para produzir a proteína de sobrevivência do neurônio motor, também conhecida como SMN. Essa proteína é essencial para a manutenção das células encarregadas do desenvolvimento e controle dos músculos, os neurônios motores localizados na medula.

As pessoas com AME apresentam um defeito no gene SMN1, principal responsável pela produção da proteína SMN. Ainda de acordo com a Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil, com o déficit na produção de SMN, ocorre a degeneração dos neurônios motores na medula espinhal e, por consequência, músculos controlados por esses neurônios têm seu desenvolvimento e função prejudicados. Isso se reflete em atrofia, fraqueza e hipotonia musculares que, em última análise, causam perda de função motora. Essa perda prejudica seriamente a qualidade de vida do paciente, muitas vezes impedindo-o de realizar ações básicas, como respirar, se alimentar e se movimentar.

Por se tratar de uma doença que atinge diversos músculos e funções do corpo, especialistas sugerem uma abordagem multidisciplinar de cuidados, que pode ajudar a melhorar a saúde e a qualidade de vida dos pacientes de forma geral. Dentre os diversos tipos de cuidado, destacam-se as abordagens respiratórias, nutricionais e motoras.

Mulheres celebram 88 anos de direito ao voto e à candidatura

O Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil será celebrado em 24 de fevereiro. A comemoração foi instituída por meio da Lei 13.086, criada em 2015. E foi assim que esta data tão cheia de significado entrou para o calendário nacional.

O direito ao voto feminino foi estipulado no governo do ex-presidente Getúlio Vargas, com o Decreto 21.076, de 24 de fevereiro de 1932. Alguns anos antes, em 1928, a professora Celina Guimarães Viana, de 29 anos, registrou seu voto nas eleições do ano, no Rio Grande do Norte. Celina foi a primeira mulher eleitora do Brasil.

Na época, ocorreram diversas campanhas, discussões e reivindicações para que as mulheres pudessem ter direito ao voto. Foi uma longa luta, que teve início antes da Proclamação da República. Depois, quando o voto passou a ser permitido, o direito era parcial, sendo concedido somente a mulheres casadas e que tinham autorização dos maridos e também a mulheres viúvas ou solteiras que possuíssem renda própria.

Tais restrições só foram eliminadas em 1934 e, em 1946, a obrigatoriedade do voto das mulheres passou realmente a valer, assim como o direito de serem eleitas para cargos nos poderes Executivo e Legislativo. A médica, escritora e pedagoga Carlota Pereira de Queirós foi a primeira deputada federal brasileira, entre 1934 e 1935.

É fato que, desde o início, as mulheres foram consideradas inferiores aos homens, tanto fisicamente quanto intelectualmente. Então a conquista do direito ao voto feminino trouxe um novo panorama em relação ao respeito para com as mulheres, sendo uma das principais conquistas rumo à igualdade de gênero, que ainda não foi obtida. Um bom exemplo disso é a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho em pleno século XXI. Estatísticas apontam que a desigualdade de gênero – da qual a diferença salarial faz parte – tem oscilado no país, apesar de avanços significativos obtidos em grande parte pela consciência cada vez mais forte do empoderamento feminino.

Segundo o Fórum Econômico Mundial (WEF – sigla em inglês), o Brasil aparece na 92ª posição, entre 153 países, no ranking global de 2019 da igualdade de gêneros.

A conquista do voto feminino é um marco histórico do país e, sobretudo, um marco para a história da mulher brasileira.

Dia Mundial do Gato: cresce número de bichanos adotados como pets no Brasil

Aquele olhar sapeca, muitas vezes sonolento e quase sempre “pidonho” conquista muita gente. Os bichanos são sinônimos de fofura e mistério. Donos de sete vidas, reza a lenda, estes felinos conquistam corações. Seu carisma e importância são tão grandes que existem dias dedicados especialmente a eles: Dia Mundial do Gato, comemorado na próxima segunda-feira, 17 de fevereiro; Dia Internacional do Gato, em 8 de agosto; Dia de Abraçar seu Gato, 4 de junho; Dia de Conscientização sobre o Gato Preto (combate à violência), celebrado em 27 de outubro; Dia Nacional do Gato, 29 de outubro; e existe ainda o Dia Nacional do Gato Preto, 17 de novembro, datas comemoradas geralmente nos Estados Unidos. Todas essas comemorações são oportunidades para celebrar a presença dos bichanos em nossas vidas e também para reforçar os cuidados que eles merecem.

O Dia Mundial do Gato (17 de fevereiro) foi criado por uma instituição italiana, com o objetivo de ajudar a promover uma campanha de combate aos maus-tratos contra os nossos amigos peludos. A ideia, então, se espalhou por todos os cantos do mundo. Já a lenda de que os felinos têm sete vidas provavelmente é uma alusão ao fato de os gatos possuírem um sistema imunológico forte ou porque eles sempre caem em pé.

Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Pet Brasil (IPB), o crescimento do número de gatos como pets no país teve alta de 8,1% entre 2013 e 2018.

Apesar do título de sete vidas – nos países de língua inglesa são nove -, os gatos precisam de muitos cuidados e seus donos devem saber quais são essas necessidades, já que a saúde dos animais de estimação é mantida no dia a dia e não somente com vacinações (em dia) ou quando eles ficam doentes.

Os bichanos devem se alimentar com uma ração de qualidade e específica para a sua situação (castrado ou não, obeso, filhote, adulto, etc.), e também precisam de água fresca, tudo em potes limpos. A caixinha de areia para fazer suas “necessidades” também deve ser higienizada. O ambiente precisa ser confortável e seguro, colaborando para o bem-estar do felino. O que também auxilia são os arranhadores para afiarem as unhas, além de muitas brincadeiras. Preciso dizer que o carinho e a atenção são primordiais?

A aplicação de antipulgas é outro cuidado, assim como o vermífugo, que deve ser administrado durante toda a vida do gato. Existem até produtos que ajudam o animal a colocar mais facilmente para fora suas bolas de pelo, adquiridas em suas muitas lambidas, mais conhecidas como “banhos” – os gatos passam cerca de 30% de sua vida se limpando.

A castração também não pode ficar de fora da lista de cuidados com seu pet. O procedimento pode evitar as famosas fugidas e, consequentemente, o risco de atropelamento e contato com animais contaminados; doenças como o câncer de mama e de útero; e a procriação desenfreada que gera o crescente abandono de gatos, que, na verdade, não possuem mais de uma mesma vida.

Gatos são sinônimos de fofura e mistério

 

 

Foto: Ilustrativa

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